21 de ago de 2009

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: um alerta aos pais

O neuropediatra Haroldo Silva explica que o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é diagnosticado no começo da vida escolar da criança, a partir dos quatro anos de idade. É na escola que os professores percebem os sintomas da hiperatividade, que são desatenção, agitação e impulsividade. A criança hiperativa dificilmente se concentra em uma única atividade ou consegue prestar atenção no professor, explica Haroldo. Quando uma criança manifesta tais comportamentos, o neuropediatra alerta que os pais devem procurar ajuda para diagnosticar a existência do transtorno. O diagnóstico é feito por uma equipe interdisciplinar que envolve neurologista, psicólogo, pedagogo e psicopedagogo. Ao contrário do que muitos pais pensam, nem toda criança agitada e inquieta é hiperativa. Em alguns casos, é só excesso de energia ou falta de limites, como dizem alguns especialistas. A dona de casa Michela Targino, mãe de Miguel, de nove anos, tinha a convicção que ele era hiperativo, pois ele vivia causando problemas na escola e em casa não parava quieto. Mas, ao procurar ajuda com neurologista e psicólogo, os especialistas negaram que a criança apresentava o quadro clínico. Para identificar o transtorno, os pais podem ficar atentos a alguns comportamentos preocupantes, como o sono agitado, em que muitas vezes a criança não consegue dormir direito e inquietude, quando não há concentração em uma única atividade. Quando a criança atinge a idade de ir à escola, os sintomas ficam mais visíveis. Haroldo explica que um problema corriqueiro são os pais não aceitarem a doença do filho e com isso não procurarem ajuda para iniciar um tratamento. Quanto mais rápido se inicia os cuidados e terapias com a criança que tem TDAH é melhor para ela e a família. A psicóloga Socorro Lacerda orienta que é necessário que os familiares busquem ajuda e sigam corretamente as orientações dos profissionais. “É necessário aceitar o problema da criança e começar um tratamento que pode ser à base de medicamento, terapia, mas o mais importante é a ajuda familiar, tanto para impor limites como para acolher”, disse Socorro.
Fonte: Folha de Boa Vista (RR) - 20/08/2009

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