3 de dez de 2009

QUEM BATE PARA ENSINAR ENSINA A BATER

 Infligir dor para educar uma criança não é exercer autoridade
por Mário Felizardo*



Ao dizer não aos castigos físicos e humilhantes impostos às crianças, o Brasil dará um grande passo no processo civilizatório de nossa sociedade, juntando-se a países como Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega, Áustria e Alemanha que já aboliram essa prática cruel e covarde. Tramita no Congresso Nacional Projeto de Lei que prevê o respeito aos direitos da criança e do adolescente de não serem punidos fisicamente - mesmo que de forma moderada e sob o pretexto “pedagógico” - não se tratando “todavia, da criminalização da violência moderada, mas da explicitação de que essa conduta não condiz com o direito”, bem como, é a base para a construção de uma cultura da paz e da não-violência.
Sabendo-se que a lei, por si só, teria pouca força para mudar nossa cultura machista (do poder pela força física e autoritária) e “adultocêntrica” (os filhos são vistos como propriedade dos pais) traz grande esperança a campanha “Não bata. Eduque” que, através de grandes veículos de comunicação, impregnará a consciência coletiva dos males que esse modo de “educar” acarreta na formação moral do indivíduo e de suas conseqüências nas relações da sociedade. Entre tantas razões para abolir o uso da “violência pedagógica”, me bastaria o ditado “quem bate para ensinar ensina a bater”, no qual fica lógico que no tapa, no beliscão, no empurrão, os pais estão dizendo aos seus filhos que conflitos se resolvem com violência
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Um comentário:

  1. Visitem a comunidade "Quem bate para ensinar...ensina a bater!" http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96631891
    Abraços

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