19 de mai de 2013

Atender vítimas de violência também deixa marcas

A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma prática que infelizmente ainda acontece em todo o Brasil. Em Cuiabá, dados da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) mostram que este tipo de crime cresceu 26,83% nos primeiros quatro meses de 2013, quando foram abertos 230 inquéritos policiais e 115 termos circunstanciados de ocorrências. No mesmo período do ano passado, foram instaurados 200 inquéritos e 72 termos circunstanciados de ocorrências. 

Em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso contabiliza 22 inquéritos policiais de crimes sexuais e seis por maus tratos, além de 50 verificações preliminares de violência sexual, que estão em fase de averiguação para instauração de inquérito. 

Um dos casos mais recentes é a do menino de 2 anos e 8 meses, internado na unidade intensiva (UTI) de um hospital particular há 30 dias com edema cerebral, vítima de violência física. A suspeita é a própria madrasta, que foi presa na manhã da última quinta-feira. Investigações da Polícia Civil com apoio de reconstituição do fato descobriram que o menino foi agredido por Viviane Regina Marafon, 26 anos, no dia 16 de abril passado. 

Casos como estes assustam e comovem aqueles que atuam no combate à violência de meninos e meninas menores de idade. "Quando se trata de violência sexual contra criança e adolescente, eu não consigo atender uma vítima sem ficar chocada. Quando isso se tornar banal para mim, acho que não poderei mais atuar na área. Então, toda e qualquer criança que você olha e verifica que houve violência sexual, que houve a violação do seu corpo, você se comove, se compadece”, relata a delegada de polícia, Daniela Silveira Maidel, da Delegacia de Várzea Grande. 

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