3 de set de 2012

Falta de políticas de proteção à infância compromete ação dos CTs

Muito mais do que qualquer problema estrutural, os conselhos tutelares penam com uma questão ainda mais grave: a falta de retaguarda das políticas de proteção especial e sociais que atendam crianças e adolescentes em estado de violação de direitos. Eles acabam, consequentemente, desassistidos. Assim, aponta a assessora jurídica do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Nadja Furtado.


Crianças não têm suas demandas atendidas nos plantões por falta de retaguarda FOTO: NATINHO RODRIGUES

Faltam vagas em hospitais públicos e psiquiátricos e nos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS), políticas para crianças e adolescentes usuários de drogas, abrigos e até vagas em escolas e creches, como lista a assessora. "O problema não é só aquele pontual de ausência de estrutura física nos conselhos, mas é algo que tem que ser olhado de maneira global".

Para Nadja, é preciso fortalecer as políticas para a infância. Além disso, é necessário ampliar as unidades de atenção às crianças, já que Fortaleza possui metade do que deveria ter. De acordo com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), a proporção ideal é de uma unidade para cada 100 mil habitantes. Portanto, a Capital deveria ter 20 conselhos. Mas só conta com seis.



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Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

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